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Tipo: Poesia
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Descrição
"A FOME DE CAMÕES"
de Gomes Leal
Apresentação (Saturnologia) de Aníbal Fernandes
Capa e "hors-texte" de Carlos Ferreiro
Edição de 1979
& etc
16 + LXIII Páginas
Capa e sobrecapa
A FOME DE CAMÕES
Este vulto, portanto, que caminha
Altas horas, ao frio das nortadas,
É Camões que se definha
Nas ruas de Lisboa abandonadas.
É Camões que a sorte vil, mesquinha,
Faz em noites de fome torturadas,
Ele o velho cantor de heróis guerreiros!
Vagar errante como os vis rafeiros.
Morreu-lhe o escravo, o seu fiel amigo,
O seu amparo e seu bordão no mundo,
Morreu-lhe o humilde companheiro antigo,
No seu vácuo deixando um vácuo fundo.
Hoje, pois, triste, velho, sem abrigo,
Faminto, abandonado e vagabundo,
Tenta esmolar também pelas esquinas.
Ó lágrimas! Ó glória! Ó ruínas!
~*~
Excerto
---
António Gomes Leal
Nasceu em 1848 e morreu em 1921. Ao longo da sua vida, teve intensa participação na vida pública, nomeadamente expressando a sua opinião através de inúmeros panfletos e colaboração em diversos jornais e revistas. Foi também foi um poeta português, figura proeminente da poesia do século XIX. A sua obra é marcada por um lirismo intenso, frequentemente de cariz egocêntrico e melancólico, explorando temas como o amor, a morte e a dor existencial. Gomes Leal é conhecido pela sua linguagem cuidada e pela exploração de formas poéticas tradicionais, tendo deixado um conjunto de poemas que o consagram como um dos nomes importantes do Romantismo tardio em Portugal.
ESGOTADO E RARO
COM UMA MANCHA DE CAFÉ EM BAIXO - TEXTO LIMPO
PORTES GRÁTIS
de Gomes Leal
Apresentação (Saturnologia) de Aníbal Fernandes
Capa e "hors-texte" de Carlos Ferreiro
Edição de 1979
& etc
16 + LXIII Páginas
Capa e sobrecapa
A FOME DE CAMÕES
Este vulto, portanto, que caminha
Altas horas, ao frio das nortadas,
É Camões que se definha
Nas ruas de Lisboa abandonadas.
É Camões que a sorte vil, mesquinha,
Faz em noites de fome torturadas,
Ele o velho cantor de heróis guerreiros!
Vagar errante como os vis rafeiros.
Morreu-lhe o escravo, o seu fiel amigo,
O seu amparo e seu bordão no mundo,
Morreu-lhe o humilde companheiro antigo,
No seu vácuo deixando um vácuo fundo.
Hoje, pois, triste, velho, sem abrigo,
Faminto, abandonado e vagabundo,
Tenta esmolar também pelas esquinas.
Ó lágrimas! Ó glória! Ó ruínas!
~*~
Excerto
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António Gomes Leal
Nasceu em 1848 e morreu em 1921. Ao longo da sua vida, teve intensa participação na vida pública, nomeadamente expressando a sua opinião através de inúmeros panfletos e colaboração em diversos jornais e revistas. Foi também foi um poeta português, figura proeminente da poesia do século XIX. A sua obra é marcada por um lirismo intenso, frequentemente de cariz egocêntrico e melancólico, explorando temas como o amor, a morte e a dor existencial. Gomes Leal é conhecido pela sua linguagem cuidada e pela exploração de formas poéticas tradicionais, tendo deixado um conjunto de poemas que o consagram como um dos nomes importantes do Romantismo tardio em Portugal.
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Publicado 21 de maio de 2026
"A FOME DE CAMÕES" de Gomes Leal - Edição de 1979 - & etc
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