Particular
Tipo: África
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Descrição
Angola & História - O autor, historiador luso angolano, reuniu documentação diversa e testemunhos sobre o primeiro Presidente da República angolana, após a independência a 11 de Novembro de 1975 e líder do MPLA e traçou o seu percurso enquanto dirigente guerrilheiro e estadista numa obra com cerca de 1500 páginas e que se tornou incontrolável para conhecer o verdadeiro António Agostinho Neto, médico formado em Lisboa e que faleceu em finais de 1979 em Moscovo onde foi operado…
‘AGOSTINHO NETO - O PERFIL DE UM DITADOR’
A História do MPLA em Carne Viva
De Carlos Pacheco
Edição Nova Vega
Lisboa 2016
Obra em 2 volumes, com um total de 1488 páginas, com a inserção de Mapas e em muito bom estado de conservação. Excelente.
De muito difícil localização.
RARO.
SINOPSE:
“Uma obra que nos revela o que foi o regime opressivo do primeiro ditador angolano e do partido MPLA. Longe de ser um grande líder, como querem fazer crer os seus idólatras, Agostinho Neto, sem o estofo de um Gandhi ou de um Mandela, no que estas personalidades tinham de mais luminoso, o culto da justiça e da generosidade, foi na realidade um tirano que governou Angola de forma despótica e sanguinolenta, traindo todos os princípios e valores das lutas pela independência patentes na proclamação de 1975, e mergulhando o país numa guerra fratricida na qual se cometeram os maiores crimes e atrocidades. Por falta dessa grandeza e envergadura não só foi incapaz de evitar o divisionismo como o fomentou, daqui resultando as consequências mais funestas para o povo angolano que ainda hoje chora os seus entes mortos e desaparecidos. Também a verdadeira história do MPLA, partido dominado por Agostinho Neto e os seus acólitos durante o seu consulado, é aqui desvendada pondo a nu todo o cortejo de barbaridades e violações dos direitos humanos que então foram cometidos contra todos os seus opositores que na maioria eram os seus próprios irmãos de raça e tinham lutado pela independência do país. Uma obra perturbante, produto de dez anos de porfiada investigação histórica, que vem pôr fim a um mito e dar a conhecer a realidade desse período trágico da vida angolana e a repercussão que teve em Portugal.”
Da contracapa:
“A lei, em síntese, era o que o presidente decretava. Não eram necessários programas, nem estatutos nem projectos que garantissem linhas de rumo e de mudança. Ele era ‘o fim e o começo’, todos lhe obedeciam como ‘peões de xadrez num tabuleiro pré-organizado’. Os altos dirigentes na totalidade, escreveu ‘Iko’ Carreira, ‘agiam conforme ele queria, sem se preocuparem com os resultados ou com os motivos de tal decisão, tal o nível de confiança que pareciam ter nele’. Acicatados, portanto, pelo medo e ‘recolhidos dentro do seu pensamento como cágados na carapaça’, eles acreditavam em Neto de olhos fechados e jamais ousavam discordar do seu poder monolítico e ditatorial; o gesto podia custar caro ao atrevido. Daí que cada um preferisse imitar Helicon, personagem de Albert Camus no ‘Calígula’, que afirmava enfático: ‘sou demasiado inteligente para isso’. Quer dizer, ninguém se aventurava fora do redil de pensamento imposto pelo líder máximo. (…)
Da mesma maneira que ninguém tinha uma opinião própria sobre o que quer que fosse, pois todos eram lacaios do pensamento do chefe, este, convicto do seu saber e determinação, pensava por todas as cabeças. Ninguém ousava duvidar da infalibilidade do seu senhor. Neto era o ‘homem especial’, o cérebro, o líder carismático, dotado de qualidades superiores, quase deíficas, que o faziam absoluto sobre a plebe dos servidores. (…) Ele sentia-se igual ao personagem do contista e dramaturgo russo Daniil Kharms que se presumia o crisol de ‘todos os dons para poder considerar-se um grande homem’. Ele sentia-se um ser à parte, nada se podia dizer dele excepto louvá-lo, a exemplo de Estaline diante do qual os camaradas do Partido e do Estado se prostravam e lhe lambiam as mãos. Servis, os militantes intimidavam-se perante a plenitude desta presença e, em geral, entretinham-se a imitar o chefe. Repetiam as palavras, os seus pensamentos e acreditavam em tudo quanto dizia, o que fazia da liderança hipercentralizada de Neto algo de indiscutível e Único, justamente porque o Único simboliza a ‘presença absoluta’.“
Do subcapítulo ‘A “clarividência mágica” de Neto: o cesarismo da sua liderança
.
‘AGOSTINHO NETO - O PERFIL DE UM DITADOR’
A História do MPLA em Carne Viva
De Carlos Pacheco
Edição Nova Vega
Lisboa 2016
Obra em 2 volumes, com um total de 1488 páginas, com a inserção de Mapas e em muito bom estado de conservação. Excelente.
De muito difícil localização.
RARO.
SINOPSE:
“Uma obra que nos revela o que foi o regime opressivo do primeiro ditador angolano e do partido MPLA. Longe de ser um grande líder, como querem fazer crer os seus idólatras, Agostinho Neto, sem o estofo de um Gandhi ou de um Mandela, no que estas personalidades tinham de mais luminoso, o culto da justiça e da generosidade, foi na realidade um tirano que governou Angola de forma despótica e sanguinolenta, traindo todos os princípios e valores das lutas pela independência patentes na proclamação de 1975, e mergulhando o país numa guerra fratricida na qual se cometeram os maiores crimes e atrocidades. Por falta dessa grandeza e envergadura não só foi incapaz de evitar o divisionismo como o fomentou, daqui resultando as consequências mais funestas para o povo angolano que ainda hoje chora os seus entes mortos e desaparecidos. Também a verdadeira história do MPLA, partido dominado por Agostinho Neto e os seus acólitos durante o seu consulado, é aqui desvendada pondo a nu todo o cortejo de barbaridades e violações dos direitos humanos que então foram cometidos contra todos os seus opositores que na maioria eram os seus próprios irmãos de raça e tinham lutado pela independência do país. Uma obra perturbante, produto de dez anos de porfiada investigação histórica, que vem pôr fim a um mito e dar a conhecer a realidade desse período trágico da vida angolana e a repercussão que teve em Portugal.”
Da contracapa:
“A lei, em síntese, era o que o presidente decretava. Não eram necessários programas, nem estatutos nem projectos que garantissem linhas de rumo e de mudança. Ele era ‘o fim e o começo’, todos lhe obedeciam como ‘peões de xadrez num tabuleiro pré-organizado’. Os altos dirigentes na totalidade, escreveu ‘Iko’ Carreira, ‘agiam conforme ele queria, sem se preocuparem com os resultados ou com os motivos de tal decisão, tal o nível de confiança que pareciam ter nele’. Acicatados, portanto, pelo medo e ‘recolhidos dentro do seu pensamento como cágados na carapaça’, eles acreditavam em Neto de olhos fechados e jamais ousavam discordar do seu poder monolítico e ditatorial; o gesto podia custar caro ao atrevido. Daí que cada um preferisse imitar Helicon, personagem de Albert Camus no ‘Calígula’, que afirmava enfático: ‘sou demasiado inteligente para isso’. Quer dizer, ninguém se aventurava fora do redil de pensamento imposto pelo líder máximo. (…)
Da mesma maneira que ninguém tinha uma opinião própria sobre o que quer que fosse, pois todos eram lacaios do pensamento do chefe, este, convicto do seu saber e determinação, pensava por todas as cabeças. Ninguém ousava duvidar da infalibilidade do seu senhor. Neto era o ‘homem especial’, o cérebro, o líder carismático, dotado de qualidades superiores, quase deíficas, que o faziam absoluto sobre a plebe dos servidores. (…) Ele sentia-se igual ao personagem do contista e dramaturgo russo Daniil Kharms que se presumia o crisol de ‘todos os dons para poder considerar-se um grande homem’. Ele sentia-se um ser à parte, nada se podia dizer dele excepto louvá-lo, a exemplo de Estaline diante do qual os camaradas do Partido e do Estado se prostravam e lhe lambiam as mãos. Servis, os militantes intimidavam-se perante a plenitude desta presença e, em geral, entretinham-se a imitar o chefe. Repetiam as palavras, os seus pensamentos e acreditavam em tudo quanto dizia, o que fazia da liderança hipercentralizada de Neto algo de indiscutível e Único, justamente porque o Único simboliza a ‘presença absoluta’.“
Do subcapítulo ‘A “clarividência mágica” de Neto: o cesarismo da sua liderança
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ID: 674533427
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Publicado 16 de outubro de 2026
AGOSTINHO NETO - O PERFIL de um DITADOR, Carlos Pacheco - Lisboa
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