Particular
Tipo: Testemunhos
Descrição
Ana de Castro Osório- Lendo e aprendendo: para a 4ª Classe.
Lusitânia Editora; Lisboa. 1922. 2ª edição. Capa dura. Ilustrado. 247-V páginas.
Antiguidade.
Portes a cargo do comprador. Não envio à cobrança. Não me responsabilizo caso não vá registado.
sinopse:
Motivo de dimensão política e de militância, Ana de Castro Osório dedicou-se à “divulgação e financiamento da edição, publicação e sua distribuição gratuita em escolas, bibliotecas, associações e outras instituições. O seu papel como intelectual, que assume a instrução e a educação enquanto missão civilizadora, foi secundado pela publicação de livros infantis de carácter mais marcadamente doutrinário - como “A minha Pátria” (1904) ou “De como Portugal foi chamado à guerra: História para Crianças” (1918). A defesa da alfabetização e da generalização do ensino primário leva-a à produção de manuais escolares - “Lendo e aprendendo” (com primeira edição em 1913) e “Os nossos amigos: Livro de Leitura” (aprovado oficialmente para a 3ª classe em 1922). Uns e outros são integrados na coleção “Para Crianças”.
Esta faceta da obra de Ana de Castro Osório não pode ser dissociada da sua perspectiva político-ideológica ou da sua actuação como militante feminista. A ligação entre pedagogia, princípios feministas e ideais republicanos marca decididamente o seu papel como influenciadora do que se poderia chamar uma opinião pública urbana. Escreve em jornais, faz palestras, discursa em comícios republicanos durante o período da Monarquia Constitucional, funda e milita em inúmeras agremiações, como o Grupo Português de Estudos Feministas, a Liga Republicana das Mulheres Portuguesas ou a Associação de Propaganda Feminista e participa na elaboração das leis do divórcio e da família (1910) logo após a implantação da República. O tema da educação foi tão premente no pensamento de Ana de Castro Osório que quando escreve “Às mulheres portuguesas” (1905), o primeiro manifesto feminista português, dedica muitas páginas a esta questão e assume-a como “o problema máximo a desenvolver e pôr em prática”. A sua obra dirigida ao público infantil faz parte de uma atuação pedagógica feminista que tinha a mulher e a criança como preocupação e alvos prioritários e encarava a leitura na sua vertente didática. Na senda do Movimento da Educação Nova, que se começa a afirmar internacionalmente neste período, Ana de Castro Osório pretende apoiar com as suas obras uma educação laica, tornando-a prática e próxima da realidade experimentada, promotora de uma autonomia activa através da observação e curiosidade das crianças, uma instrução focada nas questões sociais e políticas e no contacto com o ambiente exterior de forma a potenciar a entrada de “ar nos pulmões atrofiados, [e] alargar-lhe o espartilho.”, texto de Ana Alcântara; Historiadora e docente da ESE/IPS e investigadora do IHC/NOVA FCSH.
Lusitânia Editora; Lisboa. 1922. 2ª edição. Capa dura. Ilustrado. 247-V páginas.
Antiguidade.
Portes a cargo do comprador. Não envio à cobrança. Não me responsabilizo caso não vá registado.
sinopse:
Motivo de dimensão política e de militância, Ana de Castro Osório dedicou-se à “divulgação e financiamento da edição, publicação e sua distribuição gratuita em escolas, bibliotecas, associações e outras instituições. O seu papel como intelectual, que assume a instrução e a educação enquanto missão civilizadora, foi secundado pela publicação de livros infantis de carácter mais marcadamente doutrinário - como “A minha Pátria” (1904) ou “De como Portugal foi chamado à guerra: História para Crianças” (1918). A defesa da alfabetização e da generalização do ensino primário leva-a à produção de manuais escolares - “Lendo e aprendendo” (com primeira edição em 1913) e “Os nossos amigos: Livro de Leitura” (aprovado oficialmente para a 3ª classe em 1922). Uns e outros são integrados na coleção “Para Crianças”.
Esta faceta da obra de Ana de Castro Osório não pode ser dissociada da sua perspectiva político-ideológica ou da sua actuação como militante feminista. A ligação entre pedagogia, princípios feministas e ideais republicanos marca decididamente o seu papel como influenciadora do que se poderia chamar uma opinião pública urbana. Escreve em jornais, faz palestras, discursa em comícios republicanos durante o período da Monarquia Constitucional, funda e milita em inúmeras agremiações, como o Grupo Português de Estudos Feministas, a Liga Republicana das Mulheres Portuguesas ou a Associação de Propaganda Feminista e participa na elaboração das leis do divórcio e da família (1910) logo após a implantação da República. O tema da educação foi tão premente no pensamento de Ana de Castro Osório que quando escreve “Às mulheres portuguesas” (1905), o primeiro manifesto feminista português, dedica muitas páginas a esta questão e assume-a como “o problema máximo a desenvolver e pôr em prática”. A sua obra dirigida ao público infantil faz parte de uma atuação pedagógica feminista que tinha a mulher e a criança como preocupação e alvos prioritários e encarava a leitura na sua vertente didática. Na senda do Movimento da Educação Nova, que se começa a afirmar internacionalmente neste período, Ana de Castro Osório pretende apoiar com as suas obras uma educação laica, tornando-a prática e próxima da realidade experimentada, promotora de uma autonomia activa através da observação e curiosidade das crianças, uma instrução focada nas questões sociais e políticas e no contacto com o ambiente exterior de forma a potenciar a entrada de “ar nos pulmões atrofiados, [e] alargar-lhe o espartilho.”, texto de Ana Alcântara; Historiadora e docente da ESE/IPS e investigadora do IHC/NOVA FCSH.
ID: 661250092
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Publicado 14 de julho de 2026
Ana de Castro Osório- Lendo e aprendendo: para a 4ª Classe [1922]
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