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CARTAS AO PAPA - António Ferreira Gomes
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Descrição

CARTAS AO PAPA – ´Sobre alguns Problemas do nosso Tempo Eclesial`
Bispo Resignatário do Porto-
António Ferreira Gomes
Edição: Figueirinhas
2ª Edição – 1987
Páginas: 315
Dimensões: 224x140

EXEMPLAR COMO NOVO, SEM MARCAS DE MANUSEAMENTO.

PREÇO: 9.00
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D. António Ferreira Gomes, já falecido ( 13 de Abril de 1989 ), bispo resignatário do Porto, nasceu em S. Martinho de Melhundos (Penafiel) a 10 de 1906. Recebeu a ordenação presbiteral em 22 de Setembro de 1928, após estudos filosófico-teológicos em Roma.
A 15 de Janeiro de 1948 foi nomeado Bispo de Rando e Coadjutor de Portalegre. É Nomeado para a Diocese do Porto em 13 de Julho de 1952. Forçado a ausentar-se do país, devido à in- transigente defesa da doutrina social da Igreja, perante o regime do Estado Novo, retomou o governo da Diocese de que a Santa Sé nunca o exonerara (o Papa era o Corajoso Paulo VI!), em 2 de Julho de 1969, permanecendo no trabalho pastoral até atingir o limite de idade (1981).
A sua obra, quase sempre motivada por oportunidades fornecidas pelo governo pastoral da Diocese e pela obrigação de ensino que cabe à função episcopal é constituída por cerca de 400 títulos, entre conferências, homilias ou comunicações mais especializadas.
Visto por alguns como um bispo político, o que cabe pensar é que em todos os escritos de D. António está sempre e só o homem da Igreja que assumiu a totalidade da sua função de bispo: mestre, pastor e homem de Deus.
´Cartas ao Papa`, é o título sugestivo, com que D. António Ferreira Gomes, resolve continuar, desde o silêncio da sua residência da Quinta da Mão Poderosa, em Ermesinde, aquele diálogo com a realidade sócio-cultural e eclesial, que constituiu sempre o cerne da sua vida e da sua doutrinação.
A mesma lucidez e a mesma cultura de sempre, ainda aqui assumida e quase diríamos despoletada pelo estímulo de acontecimentos que vão balizando a história.
Com alguma, discreta, memória dos tempos e dos homens que rodearam a sua passagem pela cena da vida, neste país marcado, em seu tempo e responsabilidade, pelo desmoronar do Corporativismo de Estado, pelo fim da guerra colonial e pelo começo obscuro mas quase conseguido, de uma nova forma de convivência.
Cartas, na temática e estilo está na sequência lógica e quase linear duma reflexão sempre feita do encontro e da discrepância da fé e da Igreja com o mundo. Na fidelidade ao rosto conciliar da Igreja, cuja missão não se limita a comunicar ao homem a vida divina; mas espalha sobre o mundo o reflexo da sua luz, sobretudo enquanto cura e eleva a dignidade da pessoa humana, consolida a coesão da sociedade e dá sentido mais profundo à quotidiana atividade dos homens (GS, 10).
Na limitação imposta pelo género epistolar que para este livro escolheu, mais se faz ver aquela tensão entre o rastreio da realidade vivida e as suas brechas e a figura do sentido que em tudo se busca, como luz dessa realidade.
Na memória que traz das coisas e da responsabilidade assumida ou enjeitada. ou no acontecimento que acaba de chegar pela notícia do dia, é sempre a mesma, a intenção de procurar o sentido novo, ou da permanência do entretanto esquecido.

BIBLIOGRAFIA

Passam hoje 106 anos sobre a data de nascimento de D. António Ferreira Gomes Bispo do Porto.
São hoje bem conhecidas as circunstâncias que rodearam a carta que enviou a Salazar em 1958, e o seu exílio forçado.Bem menos conhecido é no entanto, o conteúdo da referida carta, que hoje aqui .pdf


Carta a Salazar - 1958

A 13 de Junho de 1958 D. António faz divulgar uma carta aberta a Salazar, intitulada "Pró Memória". Nela asperamente critica o sistema corporativo e apela à liberdade de expressão. O Chefe do Governo sente-se ofendido por haver sido dado a público um documento que lhe era destinado e o seu azedume leva a que se tornem extremamente tensas as relações entre os dois homens.
A carta é atacada com a maior dureza por altas figuras afectas a Salazar e de imediato o Bispo se torna persona non grata ao regime. Passa pouco mais de um ano e Salazar decide privar o Bispo do exercício das suas funções. Um momento oportuno surge quando D. António, a 24 de Julho de 1959, sai de férias para o estrangeiro. Numa nota oficiosa de 9 desse mês o Ministério dos Negócios Estrangeiros comunica sucintamente que fora informado de que a Santa Sé havia nomeado um bispo auxiliar como administrador apostólico da diocese do Porto.
Discursando pela televisão a 31 de Dezembro, Salazar ataca os católicos dissidentes da política governamental e promete ser com eles "duro e implacável até à crueldade". A mais proeminente vítima desta "crueldade" seria precisamente o Bispo do Porto, impedido de regressar à sua diocese enquanto Salazar se manteve no poder.
Assim, D. António inicia um longo exílio em Vigo, Santiago de Compostela, Valência, Lourdes e Alemanha. Durante ele, a 16 de Julho de 1968, envia, de Lourdes, uma longa carta ao Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. Manuel Gonçalves Cerejeira, amigo íntimo e antigo companheiro de casa de Salazar, denunciando a submissão da hierarquia eclesiástica portuguesa ao regime vigente. A 26 de Agosto desse ano, ante a manifesta irrecuperabilidade física de Salazar após o seu acidente, o Presidente Américo Tomás anuncia a escolha de Marcelo Caetano para o cargo de Presidente do Conselho de Ministros. Nos seus primeiros tempos de governante Caetano revela um modesto interesse em liberalizar o ambiente político do País. Entre algumas das medidas para concretizar o seu propósito, conta-se haver ordenado a 12 de Junho de 1969 que os postos fronteiriços da PIDE fossem informados de que havia sido autorizado o regresso a Portugal do bispo do Porto. Deste modo, seis dias depois, ao fim de dez anos de exílio forçado, D. António apresenta-se no posto de Valença do Minho e entra livremente em Portugal.A 5 de Julho reocupa o seu cargo de Bispo do Porto mas fica sob a vigilância da polícia política. Não perde todavia tempo para continuar a expor o desejo de um Portugal mais aberto. Logo no dia seguinte, numa entrevista ao Jornal de Notícias salienta a necessidade de uma imprensa livre. O antigo apostolado renasce. A 3 de Janeiro de 1970 por sua iniciativa é lançado o jornal Voz Portucalense em substituição do semanário A Voz do Pastor, acentuando agora o propósito de a diocese servir a comunidade em vez de a dirigir. No mesmo dia D. António pronuncia a sua primeira "homilia de paz", iniciando uma sequência que duraria até 1982. A total liberdade de expressão não havia sido conseguida durante a chamada "primavera marcelista" e a 22 de Junho a Censura corta declarações do bispo quanto às vantagens da integração de Portugal num quadro europeu. Em Janeiro de 1972 havia-se seriamente agravado a situação militar em África e numa homilia pronunciada na Sé do Porto D. António denuncia a guerra como pecado e critica as "virtudes militares" de alguns capelães das Forças Armadas. Cerca de ano e meio depois vem outra homilia sobre o tema "A paz é possível". De Janeiro de 1974 é ainda outra na Sé do Porto, esta sobre o tema "A paz depende de ti". Nesse ano explode o 25 de Abril e cessa a necessidade de apelar à paz. São tranquilos os últimos anos de vida de D. António.A 18 de Fevereiro de 1982 o Papa aceita a sua resignação, após quase 35 anos de episcopado. Retira-se então para uma casa diocesana de repouso em Ermesinde. É aí que a 18 de Abril de 1989 falece D. António Ferreira Gomes, o vulto mais carismático da Igreja Portuguesa na segunda metade do século XX.

IN A INSUSTENTÁVEL LEVEZA DO SER
ID: 646611133

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Vasco Oliveira

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Esteve online hoje às 10:21

Publicado 03 de maio de 2024

CARTAS AO PAPA - António Ferreira Gomes

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