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Castro Soromenho - Terra Morta
Edição Campo das Letras de 2001
Terra Morta, de Castro Soromenho, é um dos romances mais marcantes da literatura angolana, escrito durante o período colonial. A obra denuncia as consequências da colonização portuguesa em Angola, retratando a destruição das comunidades indígenas e a violência imposta pelo regime colonial.
A história decorre numa aldeia africana devastada pela exploração dos colonizadores, que impõem um sistema opressor baseado no trabalho forçado e na submissão das populações locais. O romance acompanha a degradação das condições de vida dos angolanos, mostrando como a cultura tradicional é desmantelada pelo choque com a civilização europeia.
A narrativa caracteriza-se por um realismo cru, expondo a miséria, o sofrimento e a desesperança do povo colonizado. Castro Soromenho, embora português, demonstra uma profunda empatia pela realidade dos africanos, destacando a brutalidade do colonialismo e os impactos psicológicos e sociais dessa dominação.
“Terra Morta” faz parte de uma trilogia, juntamente com “Viragem” e “A Chaga”, e é considerada uma das primeiras grandes denúncias literárias sobre a exploração colonial em Angola. O seu estilo mescla o romance social com elementos da tradição oral africana, tornando a obra uma referência essencial na literatura anticolonial.
Castro Soromenho (Chinde, Moçambique, 1910 - São Paulo, Brasil, 1968], jornalista, escritor e etnólogo. Em Angola, foi agente da Companhia de Diamantes, funcionário do quadro da administração colonial e, mais tarde, redactor do Diário de Luanda. Deixa Angola em 1937, para fixar residência em Lisboa.
A sua atitude intelectual perante a ditadura, que governava Portugal e Colónias, salientava-se por uma crítica frontal, escalpelizadora, tanto a nível social como a nível cultural, com particular incidência sobre a realidade colectiva dos povos africanos, questionando os tabus do etnocentrismo cultural europeu e, sobretudo, os do colonialismo português. O funesto regime de então veio a ordenar a apreensão de obras suas pela polícia política e força-o ao exílio, primeiro em França (Paris), depois nos Estados Unidos e por fim no Brasil
Edição Campo das Letras de 2001
Terra Morta, de Castro Soromenho, é um dos romances mais marcantes da literatura angolana, escrito durante o período colonial. A obra denuncia as consequências da colonização portuguesa em Angola, retratando a destruição das comunidades indígenas e a violência imposta pelo regime colonial.
A história decorre numa aldeia africana devastada pela exploração dos colonizadores, que impõem um sistema opressor baseado no trabalho forçado e na submissão das populações locais. O romance acompanha a degradação das condições de vida dos angolanos, mostrando como a cultura tradicional é desmantelada pelo choque com a civilização europeia.
A narrativa caracteriza-se por um realismo cru, expondo a miséria, o sofrimento e a desesperança do povo colonizado. Castro Soromenho, embora português, demonstra uma profunda empatia pela realidade dos africanos, destacando a brutalidade do colonialismo e os impactos psicológicos e sociais dessa dominação.
“Terra Morta” faz parte de uma trilogia, juntamente com “Viragem” e “A Chaga”, e é considerada uma das primeiras grandes denúncias literárias sobre a exploração colonial em Angola. O seu estilo mescla o romance social com elementos da tradição oral africana, tornando a obra uma referência essencial na literatura anticolonial.
Castro Soromenho (Chinde, Moçambique, 1910 - São Paulo, Brasil, 1968], jornalista, escritor e etnólogo. Em Angola, foi agente da Companhia de Diamantes, funcionário do quadro da administração colonial e, mais tarde, redactor do Diário de Luanda. Deixa Angola em 1937, para fixar residência em Lisboa.
A sua atitude intelectual perante a ditadura, que governava Portugal e Colónias, salientava-se por uma crítica frontal, escalpelizadora, tanto a nível social como a nível cultural, com particular incidência sobre a realidade colectiva dos povos africanos, questionando os tabus do etnocentrismo cultural europeu e, sobretudo, os do colonialismo português. O funesto regime de então veio a ordenar a apreensão de obras suas pela polícia política e força-o ao exílio, primeiro em França (Paris), depois nos Estados Unidos e por fim no Brasil
ID: 662534223
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Publicado 15 de setembro de 2026
Castro Soromenho - Terra Morta
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