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Da Bossa Nova à Tropicália
Da Bossa Nova à Tropicália
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A trajetória da MPB desde o surgimento da bossa nova até a explosão da tropicália, mostrando os pontos comuns e as dissonâncias entre o estilo bossa-novista e os movimentos musicais que se desenvolveram nos anos 1960.
Obra da autoria de Santuza Cambraia Naves, lançada pela editora Zahar em 2001.
As figuras centrais do movimento Bossa Nova são Antônio Carlos Jobim, Vinicius de Moraes e João Gilberto. O único show ("O Encontro") que reuniu este trio aconteceu em 1962, na boate carioca "Au Bon Gourmet". Neste show aconteceu a primeira audição da música "Garota de Ipanema".
Outros nomes fundamentais da bossa nova são João Donato, Sérgio Mendes, Carlos Lyra, Roberto Menescal, Ronaldo Bôscoli, Nara Leão, Luiz Bonfá, Sérgio Ricardo, Oscar Castro-Neves, Baden Powell, Durval Ferreira, Alaíde Costa, Leny Andrade e Newton Mendonça.
A Tropicália representou uma renovação no cenário musical brasileiro ao fundir gêneros como o baião, o caipira, o pop e o rock. Essas experimentações culminaram no lançamento do célebre LP "Tropicalia ou Panis et Circencis", em 1968, com a participação dos representantes tropicalistas Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Os Mutantes (Rita Lee) Tom Zé e Nara Leão.
A palavra ‘Tropicália’ têm como origem uma música de Caetano Veloso e o seu grupo musical e quando lançaram o disco coletivo com o este nome foi inspirado numa instalação do artista plástico Hélio Oiticica, exposta no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1967. As artes plásticas, a música, o cinema tudo apresentava uma versão moderna dessa estética em relação ao mundo moderno, nessa época.
Não só na música de Caetano, Gil, Torquato Neto, Tom Zé e Os mutantes (Rita Lee), a criação de jogos linguísticos e brincadeiras com as palavras era a partir das influências do Concretismo e da Arte Conceitual (instalações e performances). Será que funcionava como uma arte metafórica para enganar a censura como fizeram muitos artistas?
O teatro anárquico de José Celso Martinez comandava o espetáculo O rei da vela. O momento cultural no Brasil era de ruptura com o conservadorismo e o movimento do Tropicalismo ou Tropicália, que ocorreu a partir de 1968 uniu o popular, o pop e experimentalismo estético.
A influência pop era a incorporação de uma cultura não necessariamente popular, mas era a Pop Art de Andy Warhol nos Estados Unidos, ao mesmo tempo, as propostas eram de digerir a cultura exportada pelos EUA e Europa. A cultura erudita deveria ser ‘regurgitada’ e o movimento uniu a tradição da cultura brasileira, as inovações estéticas radicais com o objetivo de repercutir na sociedade e atingir o regime militar.
As artes flertaram com o Kitsch, com as ambiguidades, abandonando a pureza na arte nacional em virtude de uma invasão dos produtos da mídia internacional. E de modo especial, instaura uma nova forma de relação com tais influxos externos e produz o choque com suas colagens, que trabalham a contaminação mútua do nacional e do estrangeiro, do alto e do baixo, do país moderno em pleno avanço econômico e urbanização e do país arcaico, este que até setores da esquerda cultivavam, no plano simbólico, com reserva da autenticidade nacional ameaçada (Xavier, 2001, p. 30).
Segundo o autor, o Tropicalismo trouxe de volta o Modernismo de Oswald de Andrade propondo uma dinâmica cultural com incorporações e misturas de textos, tradições, linguagens, cinema, ampliando o repertório artístico nacional e que fomentou na estética do cinema de autor no Brasil como Glauber Rocha e o seu enfoque no experimentalismo como o filme Câncer (1968/72).
A atmosfera tropicalista de colagem e a fragmentação no cinema atingiu o filme de Rogério Sganzerla, O Bandido da Luz Vermelha (1968), onde se faz presente a atmosfera tropicalista e o domínio da paródia. Ao bom humor da ironia de 1968, o Cinema Marginal opõe a sua dose amarga de sarcasmo e, no final da década, a “estética da fome” do Cinema Novo e encontra seu desdobramento radical.
A estética tropicalista inspirou outras narrativas, que rompiam com o intelectualismo do cinema novo e tentavam alcançar o público brasileiro. Também surgiu um outro movimento no cinema preocupado com a contestação dos costumes e da linguagem cinematográfica e processo político-social do País, que eram as obras cinematográficas que tratavam dos temas do cotidiano do nordeste brasileiro como O Pagador de Promessas, escrito e dirigido por Anselmo Duarte. Os filmes deste período retratavam a “vida real” mostrando a pobreza e os problemas sociais, dentro de uma perspectiva crítica e contestadora.
O cinema brasileiro assume um papel profanador no espaço da cultura e que toma a agressão como um princípio formal da arte em tempos sombrios e resultando num rompimento de contato com a sua com a plateia incomodada com tal experimentação. O desencantado na chamada “estética do lixo” na qual o cinema na mão e uma ideia na cabeça, a descontinuidade se aliam a uma textura mais áspera do preto-e-branco, que expulsa a higiene industrial da imagem e gera desconforto.
O Tropicalismo no Brasil instaurou o choque entre a cultura nacional e a estrangeira, propondo uma estética cujo fruto era da colagem tropicalista, que apresentou um inventário das descontinuidades da história dos vencidos, que seria a crise do sujeito no mundo contemporâneo e a morte dos sujeitos históricos como do proletariado no contexto da cultura de massa e a globalização. Caetano e Rita, bem como, a arte tropicalista falavam (ou cantavam) por si só, portanto, funcionaram como um instrumento social e revolucionário no Brasil tropical.
Músicas famosas do movimento:
01- Miserere nóbis
(Gilberto Gil/Capinan)
Gilberto Gil
02- Coração materno
(Vicente Celestino)
Caetano Veloso
03- Panis et circenses
(Gilberto Gil/Caetano Veloso)
Os Mutantes
04- Lindonéia
(Caetano Veloso)
Nara Leão
05- Parque industrial
(Tom Zé)
Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa e Os Mutantes
06- Geléia geral
(Gilberto Gil/Torquato Neto)
Gilberto Gil
07- Baby
(Caetano Veloso)
Gal Costa e Caetano Veloso
08- Três caravelas
(A. Algueiró Jr./G. Moreau/ Versão João de Barro)
Caetano Veloso e Gilberto Gil
09- Enquanto seu lobo não vem
(Caetano Veloso)
Caetano Veloso
10- Mamãe, coragem
(Caetano Veloso/Torquato Neto)
Gal Costa
11- Bat macumba
(Gilberto Gil/Caetano Veloso)
Gilberto Gil
12- Hino ao Senhor do Bonfim
(João Antonio Wanderley)
Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa e Os Mutantes
ID: 665367024

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Luís Santos

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Esteve online ontem às 22:41

Publicado 02 de maio de 2026

Da Bossa Nova à Tropicália

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