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Descrição
Eduarda Dionísio - Tina M.: Provas de Contacto
Edição &etc de 2001
Distinto de uma peça convencional de teatro e mais próximo do poema épico, o texto de Tina M. Provas de Contacto comporta indicações das personagens incluídas em cada cena, trazendo à luz uma figura icónica do século XX: Tina Modotti (1896 a 1942).
A modelo, fotógrafa e ativista política nascida em Udine numa família proletária emigrada para os Estados Unidos, radicada na idade adulta no México (onde foi próxima dos muralistas Rivera, Siqueiros e Orozco) e viajada pelas quatro partidas do mundo (e combatente em Espanha) encarna o fervor revolucionário de aspiração internacional associado ao comunismo e todos os sofrimentos e o desencantamento duma vida em nome do Partido.
Que combates se travaram em nome de ideais da dignidade humana e da justiça social? Que violências individual e coletiva a militância acarreta? Que visão turva é a da fé absoluta nos amanhã que cantam? Que amputações e silenciamentos o colectivismo impõe em nome do bem comum? Que alegria exemplar na luta? Neste teatro psicológico onde os vivos debatem com os mortos os destinos da cidade, Eduarda Dionísio revisita o percurso de uma mulher livre, progressista e de bravura que viu os seus serem abatidos sem se deter nos combates políticos (e estéticos) que abraçou.
Adotando uma personagem mítica, fantasma e sonho, Eduarda Dionísio aproxima-se de uma mulher e artista que admira como pretexto para rever criticamente a história política e social do século XX; fazer um ajuste de contas da resistência antifascista, do processo revolucionário e dos caminhos da democracia em Portugal em que participou como uma das protagonistas mais desalinhadas; e ver-se enfim como activista em espelho no espelho do teatro.
Tina Modotti perde a vida aos quarenta e cinco anos, no interior de um táxi, na cidade do México em 1942, em plena Guerra Mundial. E Pablo Neruda dedica-lhe um poema que figura na sua campa e começa assim: "Tina Modotti, hermana, no duermes, no, no duermes." Também Eduarda Dionísio viveu esta insónia, a dos que persistem alerta, dispostos a começar do zero.
Edição &etc de 2001
Distinto de uma peça convencional de teatro e mais próximo do poema épico, o texto de Tina M. Provas de Contacto comporta indicações das personagens incluídas em cada cena, trazendo à luz uma figura icónica do século XX: Tina Modotti (1896 a 1942).
A modelo, fotógrafa e ativista política nascida em Udine numa família proletária emigrada para os Estados Unidos, radicada na idade adulta no México (onde foi próxima dos muralistas Rivera, Siqueiros e Orozco) e viajada pelas quatro partidas do mundo (e combatente em Espanha) encarna o fervor revolucionário de aspiração internacional associado ao comunismo e todos os sofrimentos e o desencantamento duma vida em nome do Partido.
Que combates se travaram em nome de ideais da dignidade humana e da justiça social? Que violências individual e coletiva a militância acarreta? Que visão turva é a da fé absoluta nos amanhã que cantam? Que amputações e silenciamentos o colectivismo impõe em nome do bem comum? Que alegria exemplar na luta? Neste teatro psicológico onde os vivos debatem com os mortos os destinos da cidade, Eduarda Dionísio revisita o percurso de uma mulher livre, progressista e de bravura que viu os seus serem abatidos sem se deter nos combates políticos (e estéticos) que abraçou.
Adotando uma personagem mítica, fantasma e sonho, Eduarda Dionísio aproxima-se de uma mulher e artista que admira como pretexto para rever criticamente a história política e social do século XX; fazer um ajuste de contas da resistência antifascista, do processo revolucionário e dos caminhos da democracia em Portugal em que participou como uma das protagonistas mais desalinhadas; e ver-se enfim como activista em espelho no espelho do teatro.
Tina Modotti perde a vida aos quarenta e cinco anos, no interior de um táxi, na cidade do México em 1942, em plena Guerra Mundial. E Pablo Neruda dedica-lhe um poema que figura na sua campa e começa assim: "Tina Modotti, hermana, no duermes, no, no duermes." Também Eduarda Dionísio viveu esta insónia, a dos que persistem alerta, dispostos a começar do zero.
ID: 672825281
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Publicado 10 de setembro de 2026
Eduarda Dionísio - Tina M.: Provas de Contacto
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