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Glauber Rocha - Revisão Crítica do Cinema Brasileiro
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Glauber Rocha - Revisão Crítica do Cinema Brasileiro
Edição Editora Civilização Brasileira, Rio de Janeiro, 1963

Glauber Rocha analisa neste livro, de maneira muito pessoal, os rumos seguidos pela arte cinematográfica brasileira bem como a contribuição de realizadores do porte de Mário Peixoto, Alberto Cavalcanti e Lima Barreto.

Glauber Rocha também descreve, estuda, esmiúça as origens, motivações, lutas, percalços e objetivos do movimento de renovação fílmica de que foi um dos mais destacados propulsores.

Este é um livro agressivo, irreverente e brilhante pois o autor não é dos que se curvam ante os interesses criados, as verdades convencionais e os juízos pré-estabelecidos.

Agressivo, irreverente, brilhante sempre, e impiedoso quando necessário é derrubar os inimigos e também os falsos valores, ídolos e mitos que atravancam o desenvolvimento do cinema brasileiro, este livro não só cumpre a promessa do título, marcando a maturidade da nova crítica cinematográfica, mas ainda nos dá, através das observações directas de um de seus mais talentosos propulsores, um estudo das principais raízes, motivações, tribulações e ambições desse movimento que se convencionou chamar de Cinema Novo.

Esta importante contribuição para a fixação do quadro geral e das perspectivas de uma cultura nacional é, assim, ao mesmo tempo, um depoimento muito pessoal sobre figuras e filmes que, de uma forma ou de outra, têm influído no movimento. A redescoberta de Humberto Mauro, como ponto de partida para um cinema legitimamente brasileiro, constitui uma justa homenagem ao veterano realizador de Ganga Bruta e Favela de Meus Amôres e a afirmação de que êsse Cinema Novo sabe de onde vem e para onde vai.

Mas o elenco é grande, e, dentre os mais velhos, por aqui desfilam Mário Peixoto, Alberto Cavalcanti e Lima Barreto, com seus sonhos e suas frustrações, numa apreciação certamente polémica, mas sempre feita com a inteligência e o empenho de quem não sabe ser por não querer e não poder ser neutro ou indiferente.
Pelo facto de ter trazido de Cannes a Palma de Ouro, O Pagador de Promessas não é poupado, mas o filme de Anselmo Duarte e Dias Gomes merece de Glauber Rocha o respeito devido a um primogénito.

O Cinema Novo não foi, entretanto, em seus primeiros dois ou três anos de vida, apenas O Pagador de Promessas. Foi também O Assalto ao Trem Pagador (Roberto Farias), Barravento (Glauber Rocha), Os Cafajestes (Rui Guerra e Miguel Tôrres), Garrincha (Joaquim Pedro de Andrade), Pôrto das Caixas (Paulo César Sarraceni), Vidas Sêcas (Nélson Pereira dos Santos) e outros filmes tão discutidos aqui como nos festivais internacionais a que têm comparecido.

História cheia de estórias, ensaio e prática em íntima correlação, REVISÃO CRÍTICA DO CINEMA BRASILEIRO representa bem essa mocidade aparentemente confusa e cada vez mais lúcida, que, para o bem do Novo e a danação geral dos derrotistas e alienados, saiu da crítica e dos clubes de cinema para invadir os laboratórios e os estúdios. Mas estúdios, entenda-se bem, somente em termos: pois os jovens do Cinema Novo abominam tudo o que cheira a falsidade ou falsificação, e seu programa básico é sair pelo Brasil, câmera na mão, a surpreender, registrar e analisar os problemas e as angústias da nossa gente.

Glauber Rocha, baiano do sertão alto de Vitória da Conquista, com longo estágio na crítica e nos clubes de cinema, apesar de seus verdes anos, está cumprindo, como cineasta, o programa que, como crítico, traça para o Cinema Novo. Seu primeiro filme, Barravento, inteiramente rodado nas praias da Bahia, ataca o misticismo como causa e consequência da miséria; seu segundo, Deus e o Diabo na Terra do Sol, inteiramente feito nos sertões da Bahia, é uma espécie de tríptico sobre o camponês nordestino, primeiro às voltas com o misticismo de Antônio Conselheiro, depois com o cangaço de Lampião, para finalmente descobrir o caminho da luta consciente.

E o caminho da luta consciente é o que Glauber Rocha como seus companheiros, pregando o que fazem, fazendo o que pregam aponta para o Cinema Novo do Brasil.

Alex Viany
ID: 665957265

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Esteve online hoje às 09:25

Publicado 03 de janeiro de 2026

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