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JOSÉ GIL «Poderes da Pintura»    e   «A Arte Como Linguagem»
JOSÉ GIL «Poderes da Pintura»    e   «A Arte Como Linguagem»
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Tipo: Biografias

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Descrição

2 obras de José Gil - Edições Relógio d'Arte no formato: 15,3 x 23,3 cms

A Arte Como Linguagem ... 9,80€
1ª edição 2010
72 págs.
«O problema que quero levantar é o da formação da linguagem artística, é um problema que interessa a muita gente, que interessa à comunidade artística em geral. Importa à estética, ao pensamento da arte também, e até aos críticos de arte se por arte se entende qualquer movimento artístico, por exemplo, a arte contemporânea. Se há uma linguagem na arte contemporânea ou não, ou se há várias, é um problema pertinente.
Começarei por dizer que existe uma ideia, para os que reflectiram sobre a expressão “linguagem artística”, uma ideia que é praticamente estabelecida e aceite, que “linguagem artística” é uma metáfora de “linguagem verbal”. É uma expressão metafórica, sobretudo porque não há possibilidade de cons- truir a dupla articulação da linguagem. Não há possibilidade de fazer da linguagem artística uma metalinguagem, uma linguagem que fale de si própria e que fale das outras linguagens, só há uma metalinguagem, que é a linguagem verbal, que fala de todas.»

Poderes da Pintura ... 9,80€
1ª edição 2015
88 págs.
«Estamos longe da tendência para “sair da tela” ou de a tela reproduzir a vida. Quando se dizia, classicamente, de um pintor que ele conseguia que o espectador “entrasse” nos seus quadros (como Kandinsky, nas suas memórias, descrevendo o seu sentimento, na infância, de ter uma impressão tão profunda da cena pintada que lhe parecia penetrar e percorrer as ruas do quadro como se fossem reais), evocava‑-se tanto o poder de ser afectado do espectador como o de afectar do pintor. E supunha-‑se que o quadro se reduzia à imagem finita, contida dentro de limites geométricos precisos, na superfície bidimensional da tela. Raramente se considerava o “sair da tela” das forças do quadro que se desdobravam no espaço para além da área pintada. O quadro consistia naquela superfície; tudo o que a ultrapassava era da ordem da ilusão, da alucinação.
(…) Porque não existe um espaço pictural plano, porque a pintura projecta imediatamente as linhas e figuras no ar, para cá e para lá da tela — uma cor cria logo um volume que sai do fundo branco —, Ângelo [de Sousa] foi levado a construir um plano flutuante, próprio do desenho, que foge à superfície bidimensional.»

Livros não manuseados
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Duarte

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JOSÉ GIL «Poderes da Pintura» e «A Arte Como Linguagem»

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