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Descrição
Livros “Le Portugal Baillonné Témoignage e Portugal Amordaçado 1972/74 Mário Soares -
Duas (2) obras 1ª edição francesa e portuguesa de Mário Soares.
Livros de edição e circulação proibida pela censura.
Exemplares em excelente estado.
O valor apresentado é para o conjunto das duas obras.
Cada obra tem indicado o valor individual na respetiva descrição.
Le Portugal Baillonné Témoignage 1972 Abril
- Dimensão: 15 x 23 cm
- Capa mole
- 314 págs.
- Ed. Calmann-Levy
- Ligeiros vestígios de manuseamento/idade nas capas
- Primeira edição francesa
- 48€
Portugal Amordaçado depoimento sobre os anos do fascismo, 1974 Outubro
- Dimensão: 14 x 20 cm
- Capa mole
- 728 págs.
- Ed. Arcádia
- Ligeiros vestígios de manuseamento/idade nas capas
- Primeira edição portuguesa Outubro de 1974
- 48€
Sinopse:
Depoimento sobre os anos do fascismo. Primeira edição portuguesa de um dos mais importantes livros sobre o regime de Salazar, que já havia sido publicada em 1972, em Paris, sob o título de Portugal Bailloné Un Témoignage pela editora Calmann-Levy. (.)
Testemunho lúcido e corajoso duma experiência de luta constante e intransigente contra o regime fascista, o livro de Mário Soares actuou como poderoso revelador junto de largos sectores da opinião pública estrangeira, profundamente alheada do drama português.
O livro, começou a ser escrito em Setembro de 1968, quando Mário Soares se encontrava deportado em São Tomé, sem prévio julgamento.
Foi, entretanto, interrompido e retomado durante o ano de 1971 quando, mais tarde, se encontrava no exílio em Itália e em França, conforme o próprio descreve no prefácio da presente edição.
Arcádia, Lisboa, 1 9 7 4. B- 7 2 8 pag.
O livro que agora se publica, pela primeira vez, em edição integral portuguesa, foi escrito durante o ano de 1971, quando me encontrava no exílio em Itália e em França, e editado em versão francesa encurtada pela Calmann-Levy, em Abril de 1972, sob o título «Le Portugal Baillonné.
Trata-se fundamentalmente de um depoimento despretensioso sobre os anos do fascismo e sobre a luta «indomada e indomável dos democratas, tal como eu a senti e vivi a partir principalmente dos anos distantes de 1942 em que nela comecei a participar.
Não se trata, pois, de um trabalho de história, nem de uma análise sociológica ou política aprofundada de uma situação que tão longamente persistiu em Portugal; trata-se antes, de um depoimento vivido, escrito a quente, no exílio, com a intenção de contribuir, embora modestamente, para a luta geral que então travavam contra a ditadura caetanista, todos os antifascistas anteriores ao 25 de Abril. in Prefácio da edição portuguesa
[1942]
“À noite, sem luz (a Foz do Arelho não tinha ainda luz eléctrica nem água canalizada), íamos à escola oficial onde o professor primário tinha o único rádio da terra, ouvir às escondidas a B.B.C. Nesse tempo, ouvir a B.B.C. era um crime de lesa-majestade, que comportava sérios riscos… Crime, aliás que todo o Portugal cometia!
Não resisto a referir um pormenor dessa escola: tinha sido construída num estilo neo-clássico, de gosto muito duvidoso, pelo velho Grandela, republicano dos quatro costados, dos tempos heróicos da Propaganda, que havia feito da Foz do Arelho seu feudo, até com o arremedo de um castelo pseudo-medieval, onde hoje se encontra – sinal dos tempos! – instalada a F.N.A.T.
Na sala de aula, por determinação do doador, existia um grande painel de azulejo, alusivo à implantação da República, exibindo alguns dos seus grandes vultos e, entre eles, Afonso Costa.
Durante a guerra de Espanha, fora completamente picado e destruído pelos fascistas das Caldas da Rainha que não podiam sofrer que perdurasse semelhante desaforo a perturbar a inocência das criancinhas! O professor primário, todos os dias, nos mostrava a parede, apontando o vazio deixado pelo painel - vexatório sinal da derrota na nossa guerra...
A Foz do Arelho era uma praia pacata, com umas escassas dúzias de veraneantes certos, que se conheciam todos, ao menos de vista. Lá estavam sempre presentes, cada ano, o meu mais tarde colega, Paradela de Oliveira, fadista de estilo coimbrão, de privilegiada garganta; o médico de Vila Franca, dr. Jana, que havia estado preso «in illo tempore», a família Maldonado Freitas, que mantinha galhardamente, na região, a legitimidade republicana e anticlerical; e alguns mais...
No lado oposto - separado por um fosso moral intransponível, vera imagem do País dividido! - estavam certas famílias ditas «bem», os Almeida Araújo, os Cazal Ribeiro, os Paiva, fidalgotes por linha bastarda, feminina, de quem a maior parte dos camponeses da região continua a ser foreira, e, ainda, um pequeno grupo de jovens nefelibatas, muito beatos mas de audaciosas concepções (para a época!) em outras matérias a que pertenciam o Constantino Varela Cid, o poeta Ruy Cinatti e José Venâncio Paulo Rodrigues que anos depois seria Subsecretário da Presidência, a «lapiseira de Salazar»!
[...]
Mário Soares
[Páginas 31, 32 e 33]
Entrega em mão na área de Oeiras ou Torres Vedras.
Pagamento no ato da entrega, em numerário ou MBway.
Envio por via postal regular, apenas após pagamento confirmado via MBway do artigo e do valor dos respetivos portes.
Duas (2) obras 1ª edição francesa e portuguesa de Mário Soares.
Livros de edição e circulação proibida pela censura.
Exemplares em excelente estado.
O valor apresentado é para o conjunto das duas obras.
Cada obra tem indicado o valor individual na respetiva descrição.
Le Portugal Baillonné Témoignage 1972 Abril
- Dimensão: 15 x 23 cm
- Capa mole
- 314 págs.
- Ed. Calmann-Levy
- Ligeiros vestígios de manuseamento/idade nas capas
- Primeira edição francesa
- 48€
Portugal Amordaçado depoimento sobre os anos do fascismo, 1974 Outubro
- Dimensão: 14 x 20 cm
- Capa mole
- 728 págs.
- Ed. Arcádia
- Ligeiros vestígios de manuseamento/idade nas capas
- Primeira edição portuguesa Outubro de 1974
- 48€
Sinopse:
Depoimento sobre os anos do fascismo. Primeira edição portuguesa de um dos mais importantes livros sobre o regime de Salazar, que já havia sido publicada em 1972, em Paris, sob o título de Portugal Bailloné Un Témoignage pela editora Calmann-Levy. (.)
Testemunho lúcido e corajoso duma experiência de luta constante e intransigente contra o regime fascista, o livro de Mário Soares actuou como poderoso revelador junto de largos sectores da opinião pública estrangeira, profundamente alheada do drama português.
O livro, começou a ser escrito em Setembro de 1968, quando Mário Soares se encontrava deportado em São Tomé, sem prévio julgamento.
Foi, entretanto, interrompido e retomado durante o ano de 1971 quando, mais tarde, se encontrava no exílio em Itália e em França, conforme o próprio descreve no prefácio da presente edição.
Arcádia, Lisboa, 1 9 7 4. B- 7 2 8 pag.
O livro que agora se publica, pela primeira vez, em edição integral portuguesa, foi escrito durante o ano de 1971, quando me encontrava no exílio em Itália e em França, e editado em versão francesa encurtada pela Calmann-Levy, em Abril de 1972, sob o título «Le Portugal Baillonné.
Trata-se fundamentalmente de um depoimento despretensioso sobre os anos do fascismo e sobre a luta «indomada e indomável dos democratas, tal como eu a senti e vivi a partir principalmente dos anos distantes de 1942 em que nela comecei a participar.
Não se trata, pois, de um trabalho de história, nem de uma análise sociológica ou política aprofundada de uma situação que tão longamente persistiu em Portugal; trata-se antes, de um depoimento vivido, escrito a quente, no exílio, com a intenção de contribuir, embora modestamente, para a luta geral que então travavam contra a ditadura caetanista, todos os antifascistas anteriores ao 25 de Abril. in Prefácio da edição portuguesa
[1942]
“À noite, sem luz (a Foz do Arelho não tinha ainda luz eléctrica nem água canalizada), íamos à escola oficial onde o professor primário tinha o único rádio da terra, ouvir às escondidas a B.B.C. Nesse tempo, ouvir a B.B.C. era um crime de lesa-majestade, que comportava sérios riscos… Crime, aliás que todo o Portugal cometia!
Não resisto a referir um pormenor dessa escola: tinha sido construída num estilo neo-clássico, de gosto muito duvidoso, pelo velho Grandela, republicano dos quatro costados, dos tempos heróicos da Propaganda, que havia feito da Foz do Arelho seu feudo, até com o arremedo de um castelo pseudo-medieval, onde hoje se encontra – sinal dos tempos! – instalada a F.N.A.T.
Na sala de aula, por determinação do doador, existia um grande painel de azulejo, alusivo à implantação da República, exibindo alguns dos seus grandes vultos e, entre eles, Afonso Costa.
Durante a guerra de Espanha, fora completamente picado e destruído pelos fascistas das Caldas da Rainha que não podiam sofrer que perdurasse semelhante desaforo a perturbar a inocência das criancinhas! O professor primário, todos os dias, nos mostrava a parede, apontando o vazio deixado pelo painel - vexatório sinal da derrota na nossa guerra...
A Foz do Arelho era uma praia pacata, com umas escassas dúzias de veraneantes certos, que se conheciam todos, ao menos de vista. Lá estavam sempre presentes, cada ano, o meu mais tarde colega, Paradela de Oliveira, fadista de estilo coimbrão, de privilegiada garganta; o médico de Vila Franca, dr. Jana, que havia estado preso «in illo tempore», a família Maldonado Freitas, que mantinha galhardamente, na região, a legitimidade republicana e anticlerical; e alguns mais...
No lado oposto - separado por um fosso moral intransponível, vera imagem do País dividido! - estavam certas famílias ditas «bem», os Almeida Araújo, os Cazal Ribeiro, os Paiva, fidalgotes por linha bastarda, feminina, de quem a maior parte dos camponeses da região continua a ser foreira, e, ainda, um pequeno grupo de jovens nefelibatas, muito beatos mas de audaciosas concepções (para a época!) em outras matérias a que pertenciam o Constantino Varela Cid, o poeta Ruy Cinatti e José Venâncio Paulo Rodrigues que anos depois seria Subsecretário da Presidência, a «lapiseira de Salazar»!
[...]
Mário Soares
[Páginas 31, 32 e 33]
Entrega em mão na área de Oeiras ou Torres Vedras.
Pagamento no ato da entrega, em numerário ou MBway.
Envio por via postal regular, apenas após pagamento confirmado via MBway do artigo e do valor dos respetivos portes.
ID: 661480285
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Publicado 09 de dezembro de 2025
Livros Le Portugal Baillonné Témoignage e Portugal Amordaçado 1972/74
96 €
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