Particular
Tipo: Catolicismo
Descrição
"Anedotas e Outras Expressões de Anticlericalismo na Etnografia Portuguesa"
Autor: Paulo Correia de Melo
Lançado por Roma Editores em 2005
PO trabalho de investigação de Paulo Correia de Melo que, em boa hora, passa a correr impresso, ficando acessível ao grande público, pertence ao grupo de investigações recentíssimas que ousaram desafiar os lugares comuns de alguma rotina académica. Nele se cruzam saberes e métodos que, legitimamente ciosos das respectivas especificidades disciplinares e epistemológicas, se mostram com frequência reticentes, quando postos em presença de exercícios interseccionais de diferentes áreas de conhecimento e de diferentes práticas investigativas.
O autor edifica a sua oficina no interior de um campo de saberes para onde convergem os dados da etnografia e da literatura oral, da teologia e da pastoral católicas, da análise ideológica do discurso e da temática específica dos anticlericalismos. Por isso mesmo, ao ser entre nós iniciador desta maneira de abordar a questão, corre o risco glorioso de merecer apaixonados reparos e de sofrer acusações de provocador, de escandaloso e, porventura até, de ímpio. Risco glorioso que acabará por premiar a coragem de ser pioneiro, dando-lhe continuadores.
Luis Machado de Abreu Professor Catedrático de Universidade de Aveiro
ÍNDICE
Prefácio
"Livros cerrados não fazem letrados"....
I. RELIGIÃO E SOCIEDADE
1. Questões religiosas entre os problemas mundiais
2. Razões para um estudo
2.1. O Anticlericalismo - Fascínio por uma ideia desafiante
2.2. A Etnografia - Sedução pela portugalidade
2.3. O Anticlericalismo na Etnografia portuguesa - Desafio maior
3. Alguns autores que relacionaram Etnografia portuguesa com Anticlericalismo .
II. PARA UM QUADRO DO PENSAMENTO ETNOGRÁFICO
1. Leite de Vasconcelos e Jorge Dias: duas propostas paradigmáticas
2. Cultura popular ou cultura tradicional?
3. Sobre a tradição
4. O povo rural ou o povo nacional?
5. Antropologia, Etnologia, Etnografia, Folclore e o mais que se verá
5.1. Antropologia Cultural e Antropologia Física
5.2. Etnologia
5.3. Etnografia
5.3.1. Folclore
5.3.2. Ergologia
5.3.3. Técnica tradicional
5.3.4. Etnossociologia 5.3.5. Etnopsicologia
6. O espaço em questão
7. 7. "O tempo perguntou ao tempo..."
III. AS EXPRESSÕES ETNOGRÁFICAS
1. A importância da literatura tradicional de transmissão oral 2. Conceitos implícitos na literatura tradicional
3. Discriminação das expressões etnográficas em análise
3.1. Lengalengas
3.2. Trava-línguas
3.3. Paródias
3.4. Adivinhas e perguntas de algibeira
3.5. Quadras
3.6. Narrativas
3.7. Anedotas
3.8. Crenças
3.9. Provérbios
3.10. Idiomatismos
4. "Tanto vigor em tão poucas palavras!"
IV. "AMIGO DE DEUS"
1. "Amigo de Deus, inimigo do padre: a orientação da reflexão
2. O conceito de Deus na Tradição 3. Jesus Cristo, o Filho.
4. Nossa Senhora, a Mãe
5. "O Diabo também não é mau"
6. "Santos da casa" e fora dela
7. As almas dos que "já lá estão"
8. Religiosidade tradicional: uma síntese
V. "INIMIGO DO PADRE" - FUNÇÃO CULTUAL
1. Informação sobre os dados
2. Reflexão sobre os dados em decálogo
2 .1. O poder das leis eclesiásticas
2.1.1. Leis e costumes 2.1.2. Baptismo
2.1.3. Extrema Unção
2.1.4. Crisma ou Confirmação
2.1.5. Matrimónio 2.1.6. Ordem
2.1.7. Penitência
2.1.8. Eucaristia e Missa
2.2. O poder do NÃO: "Mais vale sim tardio que não vazio / macio" 2.2.1. Acomodação e matraqueagem
2.2.2. Imagens
2.2.3. Orações
2.2.4. Jejum e abstinência
2.3. O poder da discriminação: "Põe a gente em nossa casa quem a nós nos põe na rua"
VI. "INIMIGO DO PADRE" - FUNÇÃO SOCIAL
1. O padre também é homem ou não? 1.1 Conspecto geral
2. 1.2. Papa
3. 1.3. Bispo
4. 1.4. Clero regular 1.4.1.Frade 1.4.2.Freira
4. 1.5. Pároco, o "padre de missa"
4. 1.6. Sacristão
4. 1.7. Beato
4. 2. Onde está a vocação?
4.3. O poder da palavra
4. 4. O poder do prestígio do padre
4.4.1. A procura do prestigio
4.4.2. Prestígio social
4. 4.3. Prestígio económico
4.4.4. Prestigio politico
5. O poder do dinheiro
6. Os pecados capitais
6.1. Fazer letra morta da lei
6.2. A gula ou 'comer como um abade
6.3. A luxúria
6.3.1. A olvidada castidade nas freiras 6.3.2. Celibato... com "o lume ao pé da estopa"?
6.3.3. padre e a mulher casada
6.3.4. O padre e o recurso à prostituição 6.3.5. O padre e as "cachopas"
6.3.6. A empregada do padre
6.3.7. "São filhos do padre": a prole
6.3.8. Homossexualidade e pedofilia
6.3.9. "Os dez mandamentos dos padres"
7. Palavras e companhia(s)
7.1. "Palavra e pedrada solta não volta"
7.2. Palavras 7.3.Companhias
7.4. A burla do vocabulário eclesiástico
ANTICLERICALISMO E ETNOGRAFIA - PARA (NÃO) CONCLUIR
BIBLIOGRAFIA
1. Bibliografia geral
2. Bibliografia de referência etnográfica
3. Estudos críticos sobre clero e religião.
ANEXOS
1. Adivinhas e perguntas de algibeira
2. Anedotas
3.Crenças
4. Idiomatismos
5. Imprecações, juramentos, locuções interjectivas
6. Lengalengas
7. Narrativas
8. Paródias
9. Provérbios
10. Quadras
11. Rezas e Orações
12. Trava-línguas
Autor: Paulo Correia de Melo
Lançado por Roma Editores em 2005
PO trabalho de investigação de Paulo Correia de Melo que, em boa hora, passa a correr impresso, ficando acessível ao grande público, pertence ao grupo de investigações recentíssimas que ousaram desafiar os lugares comuns de alguma rotina académica. Nele se cruzam saberes e métodos que, legitimamente ciosos das respectivas especificidades disciplinares e epistemológicas, se mostram com frequência reticentes, quando postos em presença de exercícios interseccionais de diferentes áreas de conhecimento e de diferentes práticas investigativas.
O autor edifica a sua oficina no interior de um campo de saberes para onde convergem os dados da etnografia e da literatura oral, da teologia e da pastoral católicas, da análise ideológica do discurso e da temática específica dos anticlericalismos. Por isso mesmo, ao ser entre nós iniciador desta maneira de abordar a questão, corre o risco glorioso de merecer apaixonados reparos e de sofrer acusações de provocador, de escandaloso e, porventura até, de ímpio. Risco glorioso que acabará por premiar a coragem de ser pioneiro, dando-lhe continuadores.
Luis Machado de Abreu Professor Catedrático de Universidade de Aveiro
ÍNDICE
Prefácio
"Livros cerrados não fazem letrados"....
I. RELIGIÃO E SOCIEDADE
1. Questões religiosas entre os problemas mundiais
2. Razões para um estudo
2.1. O Anticlericalismo - Fascínio por uma ideia desafiante
2.2. A Etnografia - Sedução pela portugalidade
2.3. O Anticlericalismo na Etnografia portuguesa - Desafio maior
3. Alguns autores que relacionaram Etnografia portuguesa com Anticlericalismo .
II. PARA UM QUADRO DO PENSAMENTO ETNOGRÁFICO
1. Leite de Vasconcelos e Jorge Dias: duas propostas paradigmáticas
2. Cultura popular ou cultura tradicional?
3. Sobre a tradição
4. O povo rural ou o povo nacional?
5. Antropologia, Etnologia, Etnografia, Folclore e o mais que se verá
5.1. Antropologia Cultural e Antropologia Física
5.2. Etnologia
5.3. Etnografia
5.3.1. Folclore
5.3.2. Ergologia
5.3.3. Técnica tradicional
5.3.4. Etnossociologia 5.3.5. Etnopsicologia
6. O espaço em questão
7. 7. "O tempo perguntou ao tempo..."
III. AS EXPRESSÕES ETNOGRÁFICAS
1. A importância da literatura tradicional de transmissão oral 2. Conceitos implícitos na literatura tradicional
3. Discriminação das expressões etnográficas em análise
3.1. Lengalengas
3.2. Trava-línguas
3.3. Paródias
3.4. Adivinhas e perguntas de algibeira
3.5. Quadras
3.6. Narrativas
3.7. Anedotas
3.8. Crenças
3.9. Provérbios
3.10. Idiomatismos
4. "Tanto vigor em tão poucas palavras!"
IV. "AMIGO DE DEUS"
1. "Amigo de Deus, inimigo do padre: a orientação da reflexão
2. O conceito de Deus na Tradição 3. Jesus Cristo, o Filho.
4. Nossa Senhora, a Mãe
5. "O Diabo também não é mau"
6. "Santos da casa" e fora dela
7. As almas dos que "já lá estão"
8. Religiosidade tradicional: uma síntese
V. "INIMIGO DO PADRE" - FUNÇÃO CULTUAL
1. Informação sobre os dados
2. Reflexão sobre os dados em decálogo
2 .1. O poder das leis eclesiásticas
2.1.1. Leis e costumes 2.1.2. Baptismo
2.1.3. Extrema Unção
2.1.4. Crisma ou Confirmação
2.1.5. Matrimónio 2.1.6. Ordem
2.1.7. Penitência
2.1.8. Eucaristia e Missa
2.2. O poder do NÃO: "Mais vale sim tardio que não vazio / macio" 2.2.1. Acomodação e matraqueagem
2.2.2. Imagens
2.2.3. Orações
2.2.4. Jejum e abstinência
2.3. O poder da discriminação: "Põe a gente em nossa casa quem a nós nos põe na rua"
VI. "INIMIGO DO PADRE" - FUNÇÃO SOCIAL
1. O padre também é homem ou não? 1.1 Conspecto geral
2. 1.2. Papa
3. 1.3. Bispo
4. 1.4. Clero regular 1.4.1.Frade 1.4.2.Freira
4. 1.5. Pároco, o "padre de missa"
4. 1.6. Sacristão
4. 1.7. Beato
4. 2. Onde está a vocação?
4.3. O poder da palavra
4. 4. O poder do prestígio do padre
4.4.1. A procura do prestigio
4.4.2. Prestígio social
4. 4.3. Prestígio económico
4.4.4. Prestigio politico
5. O poder do dinheiro
6. Os pecados capitais
6.1. Fazer letra morta da lei
6.2. A gula ou 'comer como um abade
6.3. A luxúria
6.3.1. A olvidada castidade nas freiras 6.3.2. Celibato... com "o lume ao pé da estopa"?
6.3.3. padre e a mulher casada
6.3.4. O padre e o recurso à prostituição 6.3.5. O padre e as "cachopas"
6.3.6. A empregada do padre
6.3.7. "São filhos do padre": a prole
6.3.8. Homossexualidade e pedofilia
6.3.9. "Os dez mandamentos dos padres"
7. Palavras e companhia(s)
7.1. "Palavra e pedrada solta não volta"
7.2. Palavras 7.3.Companhias
7.4. A burla do vocabulário eclesiástico
ANTICLERICALISMO E ETNOGRAFIA - PARA (NÃO) CONCLUIR
BIBLIOGRAFIA
1. Bibliografia geral
2. Bibliografia de referência etnográfica
3. Estudos críticos sobre clero e religião.
ANEXOS
1. Adivinhas e perguntas de algibeira
2. Anedotas
3.Crenças
4. Idiomatismos
5. Imprecações, juramentos, locuções interjectivas
6. Lengalengas
7. Narrativas
8. Paródias
9. Provérbios
10. Quadras
11. Rezas e Orações
12. Trava-línguas
ID: 666357469
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Publicado 21 de janeiro de 2026
O Clero Português
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