Particular
Tipo: Crónicas
Descrição
Exemplar estimado
O Papalagui
Discursos de Tuiaivvi
Edição da Antigona
Tradução de Luiza Neto Jorge
O livro O Papalagui (publicado originalmente em 1920) é uma famosa obra satírica e uma forte crítica à civilização ocidental. O livro apresenta-se como uma coleção de discursos de Tuiavii, um chefe tribal de Samoa, que viajou pela Europa antes da Primeira Guerra Mundial. O termo "Papalagui" (ou "Papalagi") significa literalmente "o homem branco" ou "o senhor" na língua samoana.
O Papalagui | Tuiavii de Tiávea | Antígona
O papalagui - Discursos de Tuiavii chefe de tribo de Tiavéa
Resumo e Temas Principais
Nos seus discursos dirigidos ao seu povo, Tuiavii descreve com espanto, ironia e inocência os hábitos bizarros dos europeus. Ele alerta a sua tribo para que não se deixe corromper pelo estilo de vida ocidental, focando-se em críticas severas a vários aspetos:
O Dinheiro ("O metal redondo e o papel pesado"): Tuiavii fica chocado com a obsessão europeia pelo dinheiro, um objeto que gera desigualdade, cobiça e faz com que as pessoas percam a alegria
O Consumismo e os Bens ("As muitas coisas"): O homem branco acumula objetos desnecessários e passa a vida a trabalhar apenas para manter essas posses, tornando-se escravo delas.
As Roupas ("As tangas pesadas"): O chefe estranha o facto de os europeus cobrirem totalmente o corpo com roupas apertadas e desconfortáveis, escondendo a pele do sol e da natureza.
As Habitações ("As canastras de pedra"): Em vez de viverem ao ar livre, os ocidentais trancam-se em caixas de pedra empilhadas (prédios), separando-se uns dos outros e do meio ambiente.
A Obsessão pelo Tempo: O "Papalagui" está sempre apressado e vive obcecado por uma pequena máquina amarrada ao pulso (o relógio), dividindo o tempo e esquecendo-se de simplesmente viver o presente.
A Autoria e a Controvérsia
O livro foi publicado na Alemanha pelo escritor alemão Erich Scheurmann. Oficialmente, Scheurmann afirmou ter apenas traduzido e reunido os discursos reais do seu amigo Tuiavii. No entanto, investigações posteriores revelaram que a obra é, muito provavelmente, uma ficção criada pelo próprio Scheurmann. Ele utilizou a figura do "bom selvagem" como uma metáfora e uma ferramenta literária para criticar a decadência, o materialismo e o stress da sociedade europeia da sua época.
Apesar de ter sido editado há mais de um século, continua a ser um livro muito atual e recomendado para refletir sobre as prioridades da vida moderna.
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O Papalagui
Discursos de Tuiaivvi
Edição da Antigona
Tradução de Luiza Neto Jorge
O livro O Papalagui (publicado originalmente em 1920) é uma famosa obra satírica e uma forte crítica à civilização ocidental. O livro apresenta-se como uma coleção de discursos de Tuiavii, um chefe tribal de Samoa, que viajou pela Europa antes da Primeira Guerra Mundial. O termo "Papalagui" (ou "Papalagi") significa literalmente "o homem branco" ou "o senhor" na língua samoana.
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O papalagui - Discursos de Tuiavii chefe de tribo de Tiavéa
Resumo e Temas Principais
Nos seus discursos dirigidos ao seu povo, Tuiavii descreve com espanto, ironia e inocência os hábitos bizarros dos europeus. Ele alerta a sua tribo para que não se deixe corromper pelo estilo de vida ocidental, focando-se em críticas severas a vários aspetos:
O Dinheiro ("O metal redondo e o papel pesado"): Tuiavii fica chocado com a obsessão europeia pelo dinheiro, um objeto que gera desigualdade, cobiça e faz com que as pessoas percam a alegria
O Consumismo e os Bens ("As muitas coisas"): O homem branco acumula objetos desnecessários e passa a vida a trabalhar apenas para manter essas posses, tornando-se escravo delas.
As Roupas ("As tangas pesadas"): O chefe estranha o facto de os europeus cobrirem totalmente o corpo com roupas apertadas e desconfortáveis, escondendo a pele do sol e da natureza.
As Habitações ("As canastras de pedra"): Em vez de viverem ao ar livre, os ocidentais trancam-se em caixas de pedra empilhadas (prédios), separando-se uns dos outros e do meio ambiente.
A Obsessão pelo Tempo: O "Papalagui" está sempre apressado e vive obcecado por uma pequena máquina amarrada ao pulso (o relógio), dividindo o tempo e esquecendo-se de simplesmente viver o presente.
A Autoria e a Controvérsia
O livro foi publicado na Alemanha pelo escritor alemão Erich Scheurmann. Oficialmente, Scheurmann afirmou ter apenas traduzido e reunido os discursos reais do seu amigo Tuiavii. No entanto, investigações posteriores revelaram que a obra é, muito provavelmente, uma ficção criada pelo próprio Scheurmann. Ele utilizou a figura do "bom selvagem" como uma metáfora e uma ferramenta literária para criticar a decadência, o materialismo e o stress da sociedade europeia da sua época.
Apesar de ter sido editado há mais de um século, continua a ser um livro muito atual e recomendado para refletir sobre as prioridades da vida moderna.
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Publicado hoje às 13:44
O Papalagui edição Antigona
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