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Descrição
"Raul de Carvalho - Entre o Silêncio e a Solidão"
de Serafim Ferreira
1ª Edição de 1995
CAMPO DAS LETRAS Editores
Coleção Campo da Literatura - Ensaio
118 Páginas
Raul de Carvalho
Poeta português, nasceu a 4 de setembro de 1920, no Alvito, Alentejo, e morreu a 3 de setembro de 1984, no Porto. Colaborou, nos anos 40, em Cadernos de Poesia, revelando-se com a publicação de As Sombras e as Vozes, ainda próximo de uma poesia tradicional a que não é alheio o influxo neorrealista. Codirigiu, com os poetas António Luís Moita, António Ramos Rosa, José Terra e Luís Amaro, entre 1951 e 1953, a revista Árvore, subscrevendo, no n.° 1, em "A Necessidade da Poesia", como imperativos da escrita poética, a liberdade e a isenção ("Não pode haver razões de ordem social que limitem a altitude ou a profundidade dum universo poético, que se oponham à liberdade de pesquisa e apropriação dum conteúdo cuja complexidade exige novas formas, o ir-até-ao-fim das possibilidades criadoras e expressivas."). É durante esta década que Raul de Carvalho escreve ou publica alguns dos seus títulos mais significativos, recebendo, como reconhecimento da sua atividade, em 1956, o Prémio Simon Bolivar no Concurso Internacional de Poesia de Siena. Colaboraria ainda em Cadernos do Meio-Dia, num itinerário poético de cerca de quarenta anos, permeável por vezes a um imediatismo, herdado de Campos ou Whitman, e onde ecoam "os sinais de um doloroso percurso pessoal" (cf. FERREIRA, Serafim - "Nos Oitenta Anos do Nascimento de Raul de Carvalho", in A Página da Educação, n.° 94, setembro de 2000). Para Eduardo Lourenço, "a outra metade da inesgotável imagem de Campos, recriação e aprofundamento original de uma similar sensibilidade, revive na obra de Raul de Carvalho, um dos mais autênticos e puros poetas do seu e nosso tempo. A torrente admirável do seu lirismo encobre um pouco o secreto gesto que nela está empurrando sem cessar a solidão do Homem para um ponto que fica algures no universo.
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Serafim Ferreira foi Crítico literário, ficcionista e tradutor.
Estudou e viveu no Porto, onde editou e dirigiu o semanário literário Saturno (1960-61), antes de se radicar em Lisboa, em 1963. Responsável literário na Editora Ulisseia (de 1963 a 1964 e de 1967 a 1970), trabalhou noutras editoras e foi subdirector de programação do Círculo de Leitores (de 1971 a 1974). Enquanto responsável editorial, devem-se-lhe os lançamentos de livros de José Marmelo e Silva, Herberto Helder, Eduardo Lourenço, Raul de Carvalho e Urbano Tavares Rodrigues, entre outros.
Colaborou em diversos jornais e revistas, com destaque para a actividade regular de crítico literário no Jornal de Notícias e na revista Vida Mundial. Publicou artigos e entrevistas no Diário de Lisboa, Diário Popular, República, A Capital, Jornal do Fundão, Jornal de Letras e Artes, Colóquio/Letras, etc. Entre 1970 e 1971 coordenou, com Eduardo Lourenço, o suplemento cultural «Perspectivas» do Diário de Coimbra.
Traduziu obras de Gorki, Robbe-Grillet, Frantz Fanon, Collete Audry, Mikail Bulgakov, John Reed, Roger Vailland, entre outros, cabendo-lhe um forte contributo na abordagem, pelo leitor português, da obra de Jorge Luís Borges. Prefaciou livros de autores portugueses.
Organizou várias antologias de poesia e ficção: Jorge Luís Borges: Ficções e Ensaios (selecção, trad. e pref., 1965), Poesia Portuguesa do Pós-Guerra: 1945 a 1965 (em col. com Afonso Cautela, 1965), Narrativa Cubana da Revolução (selecção, trad. e pref., 1971), 800 Anos de Poesia Portuguesa: Dos Trovadores aos Poetas Contemporâneos (em col. com Orlando Neves, 1973), Realidade Branca: Antologia Poética de Raul de Carvalho (1975), Resistência Africana: Antologia dos Poetas de Expressão Portuguesa (1975), Os Rios e os Lugares: Antologia Poética de Aureliano Lima (1985), Artes e Ofícios na Literatura Portuguesa (em col. com Júlio Freches, 1992), Fotobiografia de Vergílio Ferreira (em col. com Helder Godinho, 1993), 30 Poetas Cubanos (selecção, trad. e pref., 1997), Escritos de Março: Contos Escolhidos de Leonilde Leal (selecção e pref., 1997).
Quando se pensava que o escritor fazia a sua travessia do deserto, apoquentado por alguma crise de inspiração, ressurge em força, depois de alguns anos de ausência, na crítica regular e na ficção, no final da década de oitenta. Deixara de colaborar em jornais passando, tão somente, a exercer crítica literária regular no jornal O Diário para se dedicar à escrita, retomando alguns projectos antes adiados. É colaborador do presente Dicionário.
in Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Vol. VI, Lisboa, 1999
Faleceu em 2015 na Amadora
ESGOTADO NAS LIVRARIAS
ÓPTIMO ESTADO - PORTES GRÁTIS
de Serafim Ferreira
1ª Edição de 1995
CAMPO DAS LETRAS Editores
Coleção Campo da Literatura - Ensaio
118 Páginas
Raul de Carvalho
Poeta português, nasceu a 4 de setembro de 1920, no Alvito, Alentejo, e morreu a 3 de setembro de 1984, no Porto. Colaborou, nos anos 40, em Cadernos de Poesia, revelando-se com a publicação de As Sombras e as Vozes, ainda próximo de uma poesia tradicional a que não é alheio o influxo neorrealista. Codirigiu, com os poetas António Luís Moita, António Ramos Rosa, José Terra e Luís Amaro, entre 1951 e 1953, a revista Árvore, subscrevendo, no n.° 1, em "A Necessidade da Poesia", como imperativos da escrita poética, a liberdade e a isenção ("Não pode haver razões de ordem social que limitem a altitude ou a profundidade dum universo poético, que se oponham à liberdade de pesquisa e apropriação dum conteúdo cuja complexidade exige novas formas, o ir-até-ao-fim das possibilidades criadoras e expressivas."). É durante esta década que Raul de Carvalho escreve ou publica alguns dos seus títulos mais significativos, recebendo, como reconhecimento da sua atividade, em 1956, o Prémio Simon Bolivar no Concurso Internacional de Poesia de Siena. Colaboraria ainda em Cadernos do Meio-Dia, num itinerário poético de cerca de quarenta anos, permeável por vezes a um imediatismo, herdado de Campos ou Whitman, e onde ecoam "os sinais de um doloroso percurso pessoal" (cf. FERREIRA, Serafim - "Nos Oitenta Anos do Nascimento de Raul de Carvalho", in A Página da Educação, n.° 94, setembro de 2000). Para Eduardo Lourenço, "a outra metade da inesgotável imagem de Campos, recriação e aprofundamento original de uma similar sensibilidade, revive na obra de Raul de Carvalho, um dos mais autênticos e puros poetas do seu e nosso tempo. A torrente admirável do seu lirismo encobre um pouco o secreto gesto que nela está empurrando sem cessar a solidão do Homem para um ponto que fica algures no universo.
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Serafim Ferreira foi Crítico literário, ficcionista e tradutor.
Estudou e viveu no Porto, onde editou e dirigiu o semanário literário Saturno (1960-61), antes de se radicar em Lisboa, em 1963. Responsável literário na Editora Ulisseia (de 1963 a 1964 e de 1967 a 1970), trabalhou noutras editoras e foi subdirector de programação do Círculo de Leitores (de 1971 a 1974). Enquanto responsável editorial, devem-se-lhe os lançamentos de livros de José Marmelo e Silva, Herberto Helder, Eduardo Lourenço, Raul de Carvalho e Urbano Tavares Rodrigues, entre outros.
Colaborou em diversos jornais e revistas, com destaque para a actividade regular de crítico literário no Jornal de Notícias e na revista Vida Mundial. Publicou artigos e entrevistas no Diário de Lisboa, Diário Popular, República, A Capital, Jornal do Fundão, Jornal de Letras e Artes, Colóquio/Letras, etc. Entre 1970 e 1971 coordenou, com Eduardo Lourenço, o suplemento cultural «Perspectivas» do Diário de Coimbra.
Traduziu obras de Gorki, Robbe-Grillet, Frantz Fanon, Collete Audry, Mikail Bulgakov, John Reed, Roger Vailland, entre outros, cabendo-lhe um forte contributo na abordagem, pelo leitor português, da obra de Jorge Luís Borges. Prefaciou livros de autores portugueses.
Organizou várias antologias de poesia e ficção: Jorge Luís Borges: Ficções e Ensaios (selecção, trad. e pref., 1965), Poesia Portuguesa do Pós-Guerra: 1945 a 1965 (em col. com Afonso Cautela, 1965), Narrativa Cubana da Revolução (selecção, trad. e pref., 1971), 800 Anos de Poesia Portuguesa: Dos Trovadores aos Poetas Contemporâneos (em col. com Orlando Neves, 1973), Realidade Branca: Antologia Poética de Raul de Carvalho (1975), Resistência Africana: Antologia dos Poetas de Expressão Portuguesa (1975), Os Rios e os Lugares: Antologia Poética de Aureliano Lima (1985), Artes e Ofícios na Literatura Portuguesa (em col. com Júlio Freches, 1992), Fotobiografia de Vergílio Ferreira (em col. com Helder Godinho, 1993), 30 Poetas Cubanos (selecção, trad. e pref., 1997), Escritos de Março: Contos Escolhidos de Leonilde Leal (selecção e pref., 1997).
Quando se pensava que o escritor fazia a sua travessia do deserto, apoquentado por alguma crise de inspiração, ressurge em força, depois de alguns anos de ausência, na crítica regular e na ficção, no final da década de oitenta. Deixara de colaborar em jornais passando, tão somente, a exercer crítica literária regular no jornal O Diário para se dedicar à escrita, retomando alguns projectos antes adiados. É colaborador do presente Dicionário.
in Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Vol. VI, Lisboa, 1999
Faleceu em 2015 na Amadora
ESGOTADO NAS LIVRARIAS
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Publicado 01 de abril de 2026
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