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REGISTOS DO SÉCULO XX –
Professores que dirigiram as Faculdades de Direito, Filosofia, de Ciências e de Ciências e Tecnologia
Edição: Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra
Ano: 1999
Páginas: 232
Dimensões: 230x160 mm
Peso: 403
TX-A026-G440-1.39PR
Exemplar como novo
PREÇO: 17.00€
Acresce portes – Correio Editorial´
INTRODUÇÃO
A reforma pombalina da Universidade de Coimbra criou, em 1772, a Faculdade de Matemática, "da maneira que ora são estabelecidas as outras", e a Faculdade de Filosofia (Natural), "em tudo igual às outras Faculdades". Ideologicamente foi um avanço enorme, tendente a colocar a Universidade Portuguesa a par daquilo que na Europa das Luzes se fazia de melhor, nomeadamente no domínio das Ciências Experimentais. Na prática, porém, os resultados não corresponderam inteiramente aos desejos do Marquês, pouco depois caído em desgraça. A República, em 1911, veio reformar o Ensino Superior em Portugal. Esta reforma incluiu, entre outras medidas, a criação de uma Faculdade de Ciências na Universidade de Coimbra, por fusão das antigas Faculdades de Matemática e de Filosofia.
Só em 1972 se deu novo passo qualitativo, quanto à orgânica dos estabelecimentos de Ensino Superior conimbricenses, com a transformação da Faculdade de Ciências em Faculdade de Ciências e Tecnologia, a qual passou a conferir os graus de licenciatura em Engenharia até então exclusivos da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto e do Instituto Superior Técnico de Lisboa(1), para além da licenciatura em Engenharia Geográfica
Muito pouco tempo depois da sua criação, logo em 1974 (e até 1977xxx/78), a FCTUC viveu um período agitado, como de resto todo o País, em consequência da Revolução Democrática. O "Decreto de Gestão" (DL n.° 781-A/76, de 28 de Outubro) do Ministro Sottomayor Cardia viria repor alguma regularidade no governo das universidades e na administração universitária, definindo orgãos de gestão eleitos num sistema chamado de "gestão democrática das Escolas", o qual, duma forma mais ou menos adaptada, ainda hoje persiste na UC, mesmo após a aprovação dos novos Estatutos, consequência da "Lei de Autonomia das Universidades", de 1988 (Lei n.º 108/88, de 24 de Setembro).
Tendo atravessado períodos agitados e ultrapassado fases muito difíceis, nem sempre terá sido possível à Faculdade guardar registo daqueles que por ela foram responsáveis, pelo seu governo, pela sua orientação, pela sua sobrevivência.
(1) Excluindo as Universidades de Lourenço Marques e de Luanda, nas antigas Colónias, que conferiam licenciaturas em Engenharia, desde 1970.
Nos períodos mais críticos a documentação é particularmente escassa, lacunar e dispersa. Com o presente trabalho procurou-se fazer a reconstituição da série dos titulares dos orgãos de Direcção e de Gestão da Escola que hoje existe e das que a antecederam, referindo, também, os nomes dos professores que as representaram em orgãos formais do governo da Universidade, por recurso às fontes escritas. Um quarto de século volvido sobre a fase mais difícil e menos documentada foi suficiente para obliterar informação relevante mas, pensamos, não terá sido capaz de apagar os traços essenciais da memória que, com recurso à verdade escrita (provavelmente incompleta), foi ainda possível reconstituir agora.
Temos consciência de que se trata apenas de uma primeira aproximação, porventura imprecisa. Porém, guiou-nos o respeito pelos registos documentais que foi possível coligir, sempre com o objectivo de render justiça aos que, pela sua actividade, aceitaram dar o seu nome, o seu esforço, a sua inteligência, e a sua imagem para que nos tornássemos na Faculdade que hoje somos. Insatisfeitos pela forma actual do presente trabalho, que exigiria investigação mais profunda, publicá-lo é um dever que cumprimos com gosto, pensando deixar compendiados os nomes e os elementos biográficos mais marcantes dos professores que no século XX representaram e dirigiram a nossa Escola.
LÉLIO QUARESMA LOBO 16. Dez. 1999
Professores que dirigiram as Faculdades de Direito, Filosofia, de Ciências e de Ciências e Tecnologia
Edição: Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra
Ano: 1999
Páginas: 232
Dimensões: 230x160 mm
Peso: 403
TX-A026-G440-1.39PR
Exemplar como novo
PREÇO: 17.00€
Acresce portes – Correio Editorial´
INTRODUÇÃO
A reforma pombalina da Universidade de Coimbra criou, em 1772, a Faculdade de Matemática, "da maneira que ora são estabelecidas as outras", e a Faculdade de Filosofia (Natural), "em tudo igual às outras Faculdades". Ideologicamente foi um avanço enorme, tendente a colocar a Universidade Portuguesa a par daquilo que na Europa das Luzes se fazia de melhor, nomeadamente no domínio das Ciências Experimentais. Na prática, porém, os resultados não corresponderam inteiramente aos desejos do Marquês, pouco depois caído em desgraça. A República, em 1911, veio reformar o Ensino Superior em Portugal. Esta reforma incluiu, entre outras medidas, a criação de uma Faculdade de Ciências na Universidade de Coimbra, por fusão das antigas Faculdades de Matemática e de Filosofia.
Só em 1972 se deu novo passo qualitativo, quanto à orgânica dos estabelecimentos de Ensino Superior conimbricenses, com a transformação da Faculdade de Ciências em Faculdade de Ciências e Tecnologia, a qual passou a conferir os graus de licenciatura em Engenharia até então exclusivos da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto e do Instituto Superior Técnico de Lisboa(1), para além da licenciatura em Engenharia Geográfica
Muito pouco tempo depois da sua criação, logo em 1974 (e até 1977xxx/78), a FCTUC viveu um período agitado, como de resto todo o País, em consequência da Revolução Democrática. O "Decreto de Gestão" (DL n.° 781-A/76, de 28 de Outubro) do Ministro Sottomayor Cardia viria repor alguma regularidade no governo das universidades e na administração universitária, definindo orgãos de gestão eleitos num sistema chamado de "gestão democrática das Escolas", o qual, duma forma mais ou menos adaptada, ainda hoje persiste na UC, mesmo após a aprovação dos novos Estatutos, consequência da "Lei de Autonomia das Universidades", de 1988 (Lei n.º 108/88, de 24 de Setembro).
Tendo atravessado períodos agitados e ultrapassado fases muito difíceis, nem sempre terá sido possível à Faculdade guardar registo daqueles que por ela foram responsáveis, pelo seu governo, pela sua orientação, pela sua sobrevivência.
(1) Excluindo as Universidades de Lourenço Marques e de Luanda, nas antigas Colónias, que conferiam licenciaturas em Engenharia, desde 1970.
Nos períodos mais críticos a documentação é particularmente escassa, lacunar e dispersa. Com o presente trabalho procurou-se fazer a reconstituição da série dos titulares dos orgãos de Direcção e de Gestão da Escola que hoje existe e das que a antecederam, referindo, também, os nomes dos professores que as representaram em orgãos formais do governo da Universidade, por recurso às fontes escritas. Um quarto de século volvido sobre a fase mais difícil e menos documentada foi suficiente para obliterar informação relevante mas, pensamos, não terá sido capaz de apagar os traços essenciais da memória que, com recurso à verdade escrita (provavelmente incompleta), foi ainda possível reconstituir agora.
Temos consciência de que se trata apenas de uma primeira aproximação, porventura imprecisa. Porém, guiou-nos o respeito pelos registos documentais que foi possível coligir, sempre com o objectivo de render justiça aos que, pela sua actividade, aceitaram dar o seu nome, o seu esforço, a sua inteligência, e a sua imagem para que nos tornássemos na Faculdade que hoje somos. Insatisfeitos pela forma actual do presente trabalho, que exigiria investigação mais profunda, publicá-lo é um dever que cumprimos com gosto, pensando deixar compendiados os nomes e os elementos biográficos mais marcantes dos professores que no século XX representaram e dirigiram a nossa Escola.
LÉLIO QUARESMA LOBO 16. Dez. 1999
ID: 670149109
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Publicado 22 de junho de 2026
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