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Três livros de Cunha Leal opositor ao Estado Novo temas do ultramar português
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Particular

Tipo: Portugal

Descrição

Três livros de Cunha Leal por sete euros

Exemplares Estimados

livro Cântaro que vai à Fonte
"Cântaro que vai à fonte..." é um ensaio político e de intervenção cívica da autoria do político e jornalista português Cunha Leal, publicado em Julho de 1 9 6 3. O livro reúne uma coletânea de reflexões e artigos sobre o Estado, a sociedade da época e a psicologia dos dirigentes, emitindo fortes críticas ao regime.
Através do seu tom de "inquietação patriótica", Cunha Leal abordou temas como os paradoxos da modernidade e o declínio das instituições democráticas, num manifesto onde expôs a sua visão crítica sobre o rumo de Portugal. O título é uma alusão irónica ao famoso provérbio «tantas vezes o cântaro vai à fonte que lá deixa a asa», sugerindo que os erros persistentes dos governantes conduziriam o país a um desfecho fatal

livro A Gadanha da Morte
A Gadanha da Morte" é um ensaio político e histórico escrito por Cunha Leal e publicado em 1 9 6 1. O livro integra a coleção "Coisas do Tempo Presente" e consiste numa reflexão crítica sobre a política colonial portuguesa em África. A obra é especialmente notável por abordar os seguintes pontos:

Contexto Crítico: Escrito no mesmo ano em que eclodiu a Guerra em Angola, o autor adota uma postura premonitória e analítica, tecendo duras críticas à gestão colonial.

Temas Centrais: Analisa as causas da efervescência no continente africano e expõe a tragédia e o conflito que se viviam em Angola.

Exceção Política: Destaca-se por ter sido escrito por alguém com experiência direta de governação que ousou pensar os problemas euro-africanos fora da narrativa oficial do Estado Novo.

Livro O Colonialismo dos Anticolonialistas
O Colonialismo dos Anticolonialistas é um ensaio político publicado em 1 9 6 1 pelo político da Primeira República portuguesa, Cunha Leal. A obra defende a manutenção das colónias argumentando que o anticolonialismo das grandes potências escondia, na verdade, uma nova forma de dominação económica e imperial.
O livro destaca-se por várias perspetivas:
Crítica às superpotências: Cunha Leal argumentava que os discursos anticoloniais dos Estados Unidos e da União Soviética mascaravam o "neocolonialismo".
Defesa de Portugal: Justificava a presença de Portugal em África com base numa abordagem histórica e civilizacional, propondo também soluções de autonomia progressiva para os territórios.
Estratégia política: O regime do Estado Novo permitiu a circulação da obra internacionalmente, utilizando-a como uma voz de oposição que, paradoxalmente, ameaçava e criticava a pressão americana sobre as colónias portuguesas

Francisco Pinto da Cunha Leal foi um relevante militar, engenheiro, publicista e político português, que se destacou como Primeiro-Ministro (Presidente do Ministério) durante a Primeira República Portuguesa, entre dezembro de 1 9 2 1 e fevereiro de 1 9 2 2.A sua biografia e percurso dividem-se em várias frentes importantes da história do século XX em Portugal:

Carreira Militar e Académica

Formação e Início: Engenheiro militar de formação, serviu em Angola e combateu na Flandres (França) pelo Corpo Expedicionário Português durante a Primeira Guerra Mundial.

Universidade de Coimbra: Exerceu o cargo de Reitor da Universidade de Coimbra entre 1 9 2 4 e 1 9 2 5.

Percurso Político na República Cargos Governativos: Além de liderar o governo, foi Ministro das Finanças por três ocasiões e exerceu as funções de Deputado.

Partidos: Militou no Partido Republicano Nacionalista e, mais tarde, fundou o seu próprio partido em 1 9 2 3, a União Liberal Republicana.

Oposição ao Estado Novo

Ruptura com o Regime: Apesar de inicialmente ter apoiado o golpe militar de 2 8 de maio de 1 9 2 6 (que derrubou a República), incompatibilizou-se rapidamente com as políticas financeiras e coloniais de António de Oliveira Salazar.

Exílio e Escrita: Como Governador do Banco de Angola (1 9 2 7 – 1 9 3 0 ), as suas críticas valeram-lhe a destituição, prisões e sucessivos exílios em locais como os Açores, Espanha e Inglaterra. Tornou-se um dos opositores moderados mais intelectuais ao regime do Estado Novo, publicando diversas obras políticas em defesa da democracia

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Ricardo

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Publicado 02 de julho de 2026

Três livros de Cunha Leal opositor ao Estado Novo temas do ultramar português

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